19.4.07

Quimera




Á noite me procuro e me exponho
embalado no sabor da bonança
Na lembrança, a magia das pedras
Nos olhos, trago verde de esperança
Em meu peito, abraços de heras.

Na face da Lua vislumbro a saudade
No reflexo no mar, a quimera
O teu odor, se me prepétuara
Teu cabelo curto, cor de cera
O rosto junto a ele, se ficara.

De tua boca me sorvo e acalento
ás estrelas me deito nos sonhos
presenteias-me, teu lábio risonho
com teu corpo exposto no tampo

a mim, nú, me desempenho.




8 comentários:

Mr.Blonde disse...

Bonito Poema! calmo, e com tudo a que um poema tem direito. Uma musa.

Gostei do blog! Parabéns!

Lia disse...

No topo da dama de ferro...

Um beijo

Azul disse...

Doce quimera...

CM disse...

Olá Escrevinhador,
quero partilhar uma coisa contigo no meu espaço... passa lá!

Beijo, com essência de partilha

por uma lágrima disse...

Ouça lá! O rico foi buscar esta veia poética às ninfas do Tejo? Em que rocha encontrou tanto talento?
Sinto-me impotente para fazer qualquer comentário ao que acabo de ler...
Parabéns. Continue porque o menino tem futuro...
(Sim meu mestre :-) )
Beijo doce duma lágrima salgada

Confúcio Costa disse...

É sempre sem roupa que nos desempenhamos.

Abraço.

Maria disse...

"A saudade trás todas as recordaçoes"




Beijo Doce

Isaac disse...

Lembrou-me os poetas da Antiguidade, cujas palavras nos são eternas...

Singelo e intenso...